Domingo, Fevereiro 22, 2004

Os palhaços ricos

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Os palhaços pobres, o Professor Xanfrado e a Catherine deneuve.

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004

dans un jeu d'influences réciproques complexes ‑ à utiliser les ressources critiques de la psychanalyse pour étudier le rôle de la famille autoritaire, de l'éducation sexuelle répressive et du mysticisme religieux dans la formation des personnalités autoritaires, antidémocratiques et racistes et dans la consolidation idéologique d'une structure caractérielle de masse asservie.

Força Doutor Portas, estamos consigo, não pare continue.

Sábado, Fevereiro 07, 2004

Cadernos do Zé Pacheco Pereira







What you want, honey, you got it
And what you need, baby, you’ve got it.
All I’m asking, is for a little respect
When I come home, hey now
Hey hey hey, yeah now

Do me wrong, honey, if you want to
You can do me wrong honey, while I’m gone.
All I’m asking, is for a little respect
When I come home, ooh, yeah now
Hey hey hey, yeah now

Hey little girl, you’re so sweet, little honey
And I’m about to, just give you all of my money
And all I’m asking, hey, is a little respect
When I come home, hey hey
Hey hey hey, yeah now

Hey little girl, you’re sweeter then honey
And I’m about to give you all of my money
But all I want you to do
Is just give it, give it, respect
When I come home, hey hey
Hey hey hey, yeah now, respect

It’s what I want from you
Respect is what I need
Respect is what I want
Respect is what I need

Got to, got to have it
Got to, got to have it
Got to, got to have it
Got to, got to have it

Talkin’
Give us, give us, give us, give us
Give us, give us, give us, give us
Give us some baby, everything I need
FADE




Ausentes nos últimos tempos, devido a razões que a todos os leitores deste blog são caras (Combater a direita reaccionária, nas fábricas, nas escolas, em todos os locais em que a política se manifeste!) retoma-mos a actividade bloguística, para vos transmitir que a direita não sobreviverá muito mais tempo no poder. Atentai no brilhante artigo que o camarada Rosas, apresentou como sendo seu no Público de quarta-feira:


Há que reconhecer que eles já criaram uma imagem de marca, os "cavaglieri" lusitanos. Muito engomadinhos e pomposos nesse estilo de compromisso entre o vendedor de Alfa Romeos e o estagiário pretensioso de firma chique de advogados, com o seu convencionalismo postiço, esse verniz que mal tapa o caceteirismo instintivo e à flor da pele, eles são os herdeiros políticos e culturais da velha direita portuguesa de sempre. Emblematicamente agrupados, por acerto da história, nesse partido que o prof. Diogo Freitas do Amaral criou para uma tarefa que hoje confessa ter-se demonstrado inviável: reeducar democraticamente para a política parlamentar os descendentes das elites do antigo regime. Esse é o CDS/PP dos dias de hoje: o campo ideológico daquela direita lusitana que não esqueceu nada, nem aprendeu nada. E que também reconhecemos, em versão "hard", no excesso histriónico e no abuso antidemocrático do "Gauleiter" madeirense do PSD, João Jardim, ou, em versão "soft" de revista cor-de-rosa, no registo populista-delicodoce de Santana Lopes e seu séquito. São eles que comandam o actual Governo.

São eles, juntamente com outros dirigentes do PSD em registo mais discreto, que, neste 30.º aniversário da Revolução portuguesa de 1974/75, querem ajustar contas com a História. Pessoalmente, acho que têm boas razões para o fazer. O processo revolucionário originado no "25 de Abril" foi um momento histórico singular no século XX português: ele fez tremer e abalou nos seus fundamentos a arrogância de uma oligarquia longamente habituada ao privilégio, ao abuso e à prepotência impunes, vivendo próspera e placidamente à sombra de um regime antidemocrático que existia para a servir. O "25 de Abril" deixou entrever um mundo virado do avesso. E os oligarcas de hoje ainda não esqueceram, nem esquecerão tão cedo, o susto de ontem.

Essa direita, que não esquece nem aprende, escourada em alguma recente historiografia económica neoconservadora, vem contar-nos a lenda de uma economia que, nos idos de 60 e início dos 70, crescia euforicamente num processo de "convergência real" com a Europa (para o que a existência de um regime antidemocrático seria irrelevante, quando não vantajosa), até suceder a "tragédia" de Abril, interrompendo essa senda virtuosa do progresso. Escamoteiam o essencial: que esse foi um crescimento assente numa dupla e inexorável injustiça: a imensa injustiça social e regional na distribuição da riqueza e a injustiça política que proibia, reprimia e perseguia qualquer tentativa legal de expressão ou de associação visando a correcção ou a resistência a tal iniquidade. A Revolução portuguesa de 1974/75, é bom não o esquecer, foi, também, um singular momento histórico de inversão dos pesos da balança secularmente desequilibrado entre o capital e o trabalho.

A direita que vai cautelosamente destilando o discurso da reabilitação do passado e da demonização da revolução, essa mesma cujos antepassados recentes serviram a ditadura, sem estados de alma nem angústias democráticas, em lugares de topo no Estado ou no partido único, descobriu recentemente que só existia democracia em Portugal desde o início dos anos 80, quando a direita reciclada e coligada na AD regressou ao poder. Opondo essa sua democracia de projecto contra-revolucionário à revolução de Abril, espécie de prelúdio não democrático e "totalitário" da nova aurora conservadora.

Esquecem que a liberdade foi a primeira coisa a ser conquistada pela "desordem" desde o próprio dia 25 de Abril. Porque foi imposta pela iniciativa popular de massa, na rua, ao próprio movimento militar. Assaltando, desarmada, sob fogo, a sede da polícia política e impondo a sua dissolução e o julgamento dos seus responsáveis aos militares; atacando e destruindo as instalações da censura prévia; marchando sobre as cadeias da PIDE e obrigando à libertação incondicional de todos os presos políticos; conquistando as liberdades de associação e de expressão por modo próprio, muito antes da sua consagração na lei. No decurso do processo revolucionário, é sabido que essas liberdades estiveram, por vezes, sob a mira de tentações várias que ameaçariam a sua sobrevivência. Mas foi porque elas, em todas as circunstâncias, foram mais fortes e prevaleceram como conquistas inabaláveis, isto é, como realidades políticas civicamente conquistadas e não outorgadas pela generosidade de um poder previdente, que foi possível aprovar a Constituição e institucionalizar a democracia em 1976. E, já agora, que foi possível à nova direita regressar à governação com a primeira AD. É por isso que se pode dizer que a revolução, essa explosão multiforme de iniciativa popular, essa força telúrica que, muito para além dos directórios partidários ou militares, ousou partir à conquista do céu, tomar o destino nas mãos, ocupando as ruas, as casas devolutas, as terras do latifúndio, as empresas abandonadas, organizando-se por iniciativa própria e largamente espontânea \uF8E7 essa Revolução de 1974/75 foi a génese específica e distintiva da democracia portuguesa. E que é contra o que resta desse património genético que hoje se afadigam os próceres da direita portuguesa.

Mas talvez a bandeira mais apetecida desta direita regressista e nostálgica da gesta dos santos e cavaleiros seja a do colonialismo e da guerra colonial que exaltam sem pudor, condenando, isso sim, o "crime" nefando da descolonização. Quando o crime está, precisamente, nessa guerra injusta e absurda imposta pela ditadura, durante 13 anos, ao povo português e aos povos das colónias, com o seu indizível rasto de horrores, de violências, de abusos, com os cerca de dez mil mortos portugueses e não se sabe quantos angolanos, moçambicanos e guineenses, e de tantos e tantos feridos física e mentalmente para sempre. Foi a cegueira do colonialismo português e do regime que o sustentou a primeira e a principal responsável pela descolonização que foi possível levar a cabo em 1974/75.

E é intolerável que 30 anos depois, apesar de tudo nesta democracia que nos sobra, haja forças políticas que se permitam o discurso serôdio da apologia patrioteira da guerra com pouco mais do que o propósito rasteiro de arrebanhar alguns votos entre os antigos militares que a sofreram.

A direita de que vos falo não é uma abstracção retórica ou uma figura de estilo. Ela não só está no poder, como, com os seus um e pouco por cento que lhe dão as últimas sondagens, tem refém toda a política do Governo PSD-PP, dependente do apoio da extrema-direita para manter a maioria parlamentar. Ela é a cara da sua política de privatização da segurança social, de ataque generalizado aos direitos do trabalho, de despesismo megalómano em projectos militares sem sentido na defesa, de perseguição e prisão das mulheres que interrompem voluntariamente a gravidez e de oposição ao referendo sobre a despenalização, de estrangulamento do ensino superior público e da investigação, das políticas xenófobas e discriminatórias em matéria da imigração ou da impotência generalizada no domínio da justiça.

Esta minoria radical, populista e trauliteira puxou para a direita a direita portuguesa. Uns e outros levaram o país, o país que trabalha, que estuda, que ensina, que cria, a uma das piores crises da sua história recente.

Oxalá a convocatória ao debate cívico deste 30.º aniversário do 25 de Abril possa contribuir para desmontar a pressão para o esvaziamento ritual da efeméride ou até para a sua negação, implícitos nos propósitos ideológicos das direitas no poder. Também com esse debate, e trinta anos depois, estaremos discutir os destinos da democracia portuguesa.

Domingo, Dezembro 21, 2003

A INTERNACIONAL


De pé! Condenados da terra!

De pé! (ó) forçados da fome!

O vulcão cospe da cratera

A escória vil que nos consome!

Do passado façamos tábua rasa!

Multidão escrava, de pé !De pé !

Em cada canto, em cada casa

Será tudo quem nada é !




Bem unidos façamos

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional !






Não há salvadores supremos !

Nem Deus, nem César, nem senhores !

A liberdade nós teremos

Em nossas mãos, ó produtores !

Contra o ladrão que nos despoja,

Do pão, da Luz, da Liberdade!

Malhemos nós na nossa forja

O bem comum da Humanidade !






Bem unidos façamos

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional !






Operários, camponeses somos

O grande Partido proletário !

Um mundo novo nós opomos

Ao mundo parasitário !

(Ó) Vampiros negros que sugais

O nosso sangue ainda mais quente

Sem corvos, lobos, nem chacais

O sol brilhará p´ra sempre !




Bem unidos façamos

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional !

Em 1871, a classe operária de Paris tomando o destino em suas próprias mãos, derrubou o poder da burguesia e instaurou a ditadura do proletariado. Foi a primeira tomada do poder político pela classe operária, a Comuna de Paris, grande marco da revolução mundial proletária.

Enquanto nas ruas soavam os tiros dos fuzilamentos em massa, e quando aparentemente a Comuna era derrotada, Eugène Pottier, um dos seus dirigentes, operário e poeta, protegido numa mansarda da fúria assassina da contra-revolução, escreveu o magnífico poema " A Internacional " impregnado do optimismo próprio da classe mais avançada da sociedade cuja vitória final sente inevitável. A Comuna não tinha morrido, ela anunciava o mundo novo, livre das grilhetas da exploração e da opressão.

Pierre Degeyter, outro combatente da Comuna, compôs em 1888 genialmente a música de " A Internacional "que se tornaria rapidamente o hino dos comunistas e dos operários e trabalhadores de todo o mundo.

A presente versão do poema foi aprovada no Congresso da fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses ( PCTP MRPP ) efectuado em Dezembro de 1976 e é a única em Português, fiel ao espírito e à letra do original, opondo-se tanto à versão anarco- sindicalista adoptada pelos revisionistas, como às dos neo - revisionistas. Neste disco o Coro Popular o Horizonte é vermelho é acompanhada por orquestra, sendo os arranjos de sua autoria.

VIVA A INTERNACIONAL

Sexta-feira, Dezembro 19, 2003

-Ó Nuno, qualquer dia estás a dizer que a família Soares apoiou politicamente Jonas Savimbi. He He. Depois começas a delirar e a afirmar peremptoriamente que num qualquer cais em em Lisboa nos finais dos anos 70, princípios dos anos 80 eram carregadas toneladas de armas, via EUA, para fornecer a Unita, e isto tudo com o apoio tácito do governo da época. He He He. Bem só falta dizer também, que quem matou o Sá Carneiro foi um agente "comprado" a pedido dos Americanos e da família Soares e outras personalidades do PS que não queriam que rebentasse o escandalo em Portugal. Mas isto eras tu a sonhar Nuno Rogeiro, e que sonhos!!! Só faltava inventares uma treta tipo, que as armas dos quarteis a mando do COPCON, estavam a ser retiradas para armar civis, afectos ao PC durante o PREC. He he he. Mas que imaginação, que prodígio, que contador de estórias ficcionadas...

O Nuno Rogeiro assustou-me! Não é que ele hoje no Crossfire ia dizendo que a família Soares e &, vendeu armas para o Iraque. Ups...

Quinta-feira, Dezembro 18, 2003

Quarta-feira, Dezembro 17, 2003

A individualização da classe ou a falta de classe do individualismo.


Arnaldo Matos - A fase que nós vamos viver nos próximos anos é uma fase de lutas dispersas, isto é, de diversos sectores, à medida que vão sendo apertados e esmagados, resistirem. Nem sempre essas lutas têm um fio revolucionário claro. Muitas vezes são até lutas impregnadas de ideologia e de reivindicações da direita. Mas a verdade é que todos os sectores, uns atrás dos outros, à medida que o sistema imperialista europeu vai tomando conta deles, reorganizando-os à sua maneira, vão conduzir a luta sector a sector. Ele é a agricultura, é as minas, é a metalurgia, são os funcionários públicos, são os estudantes, são sectores que vão despertando sempre para lutas, visto que os seus interesses são directamente afrontados.

O problema está exactamente em que, enquanto for assim (lutas sectoriais dispersas), a capacidade do imperialismo europeu de resistir a essas lutas é relativamente fácil, enorme. Essas lutas não conduzem a um afrontamento real do sistema. Conduzem a pequenas melhorias ou a pequenos recuos, neste ou naquele campo; mas são lutas sempre dispersas. São lutas que se vão repetir em Portugal (até é de admirar que não se tenham, dado a situação dramática em que vive a esmagadora maioria da população portuguesa, verificado com a intensidade com que se verificam por essa Europa fora), que são inevitáveis também no nosso país.
Por isso mesmo, por serem lutas sectoriais e lhes faltar um fio condutor e uma estratégia comum, é que cumpre aos comunistas, aos marxistas-leninistas, aos revolucionários apreciar estes fenómenos e unirem-se para os conduzirem de uma forma unificada que, então, consiga dar-lhes sucesso. Porque todas as camadas sociais vão passar por este mesmo sistema


Contos de Natal. Na próxima semana a mensagem de Natal do camarada Arnaldo Matos.


Throughout the years many kids have looked upon Santa Claus as an honest, jolly, giving old man. However, our elaborate team of researchers (The Delta Star staff) have concluded that this old man is not who you think he is. This information is shocking, so I advise you to secure your area and make sure no kids are in the room.

What do you think about when you hear the word “Christmas?” Santa Clause, toys, elves, etc. But what you don’t realize is this: Our jolly Santa Claus is really a Communist.

During the USSR regime, Santa supplied Stalin with information regarding several American army, navy, and air force bases. He also gave the Soviets information regarding the atomic sleigh.

“I give you this information so we can usher in a new age!” Santa said, during the summer of 1950. “We must fight the Americans tooth and nail…and drink the blood of their young!”

Santa conspired with the Soviet Government to destroy America. First, Santa wanted to implant nuclear bombs in every toy he delivered. But Stalin thought that was a bit too crazy. Santa then realized he should start giving every American child fatty foods — so when they grow up they will be overweight, thus enabling the Soviets to conquer America without any trouble whatsoever.

Some people say I’m crazy, others think Santa doesn’t exist. Ha, I say to them! If Santa doesn’t exist…why does he want to take over the world?

The overwhelming evidence that Santa Claus is a Communist is very clear in my own eyes. Just look at his outfit! IT’S RED! Everybody knows Commies LOVE the color red. Just like the USSR’s RED Army! And what about RED China?

We also have Santa’s Elves. They work in a collective environment. Santa’s Elves are part of the Communist collective!

And what about Santa’s reindeer? Rudolph has a RED shiny nose! Remember the old song… “Rudolph with your nose so bright, won’t you join MY COMMUNIST PARTY TONIGHT?!”

I was able to contact Santa—and he agreed to an interview. Please welcome Santa Claus, everybody.

Santa Clause: Ho Ho Ho! Hi everybody!

Rob Lawson: Isn’t “Ho Ho Ho” Communist slang for “KILL THE AMERICANS?”

SC: Rob, Rob, Rob! Santa Claus is not a Communist! I only wish to bring toys to kids who have been good all year long

Nós assumimos a nossa posição em relação ao aborto. Não fugimos! Não temos medo de falar. De dar a cara. A nossa posição é clara como água. Somos a favor da interrupção involuntária ou voluntária da gravidez, senão vejamos, se a senhora Doutora Helena Sacadura Cabral Portas tivesse abortado, livrava o mundo de 3 dos seus maiores males.
A Catarina Portas, o Miguel Portas, e o "Portas abertas" subentendido Paulinho das feiras.